
Um dia, pai amigo, alegre, contente,
Jogando baralho, dançando ou brincando com a gente.
Em outros, compenetrado, sisudo, ausente.
Às vezes me sentia amada, querida.
Outras, ignorada, desprezada.
Mas, se aqueles lindos olhos azuis, se voltavam pra mim.
O tempo parava, nada mais importava.
Em minha cabeça de filha criança, a certeza, ele me amava.
Um dia partiu, deixando um imenso e doloroso vazio.
Meus olhos choraram, minha alma sangrou.
Pos nesse dia,
Deus o levou.
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