quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tributo a Sadita

Nunca mais ver sua face, nunca mais ter quem me abrace.
Nunca mais ver seu sorriso, nunca mais te dar um beijo.
Nunca mais de ter por perto, pra me dizer o que é certo.
Nunca mais ouvir sua voz, falando sobre a vida ou simplesmente cantarolando a sós.
Nunca mais me sentir amada, me sentir sozinha, quase abandonada.
Nunca mais ouvir seus passos, me diz...
O que faço?
A quem vou pedir conselhos, em meus dias de desespero?
Com quem vou conversar, quando a saudade apertar?
Quem vai me dizer...
"Calma filha", tudo vai passar.
A quem vou pedir a benção na hora de dormir?
Quem vai dizer "vai com Deus minha filha", quando pro trabalho eu sair?
Diz-me mãe como vou viver sem você?
Acostumou-me mal, estava sempre ali, e eu, egoísta que sou, sem perceber.
Como não temer o futuro, se não tenho mais o meu porto seguro!!!
Estou a deriva, seguindo sem rumo.
Preciso de você pra me orientar.
Preciso que me diga como minhas metas alcançar.
Estou cansada de tanto chorar, preciso de seu colo, preciso me conformar...
Dilla Ribeiro

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