quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Saudade

É tarde, perdida na escuridão da noite;
Ouço um canto;
Um choro;
Um gemido;
Depois um silêncio;
Silêncio profundo, pesado, enervante; E eu, sempre só...
Só tristeza, angústia e solidão;
A saudade aperta o peito;
Saudade do que já se foi;
E, pelo que não será jamais...
Fecho os olhos, adormeço;
Sonho que encontro a paz;
No Céu azul, entre redondos flocos de algodão;
Vejo-te, sinto-te, toco-te;
Tudo em mim é ardente e dolorido, dói-me a alma...
Dói-me o coração;
Acordo...Cansada, suada;
E, perdida na distância dos tempos;
Levanto, vou até a janela;
Murmuro baixinho, para a noite escura:
Ah! Meu amor;
Como dói, essa saudade de você...
Dilla Ribeiro

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